Leopoldo Martins

Quando Leopoldo Martins foi para os Estados Unidos em 1983 e se inscreveu nos cursos de Desenho, Publicidade e Escultura, mal podia prever o que o futuro lhe reservava. Regressando ao Brasil em 1989, começou a trabalhar com estilo. Depois passou a desenvolver coleções de joias com brilhantes e pedras brasileiras.

Mas em 1998, por influência da escultora Sonia Ebling, resolveu ouvir uma voz interna que o arrastava para o caminho das artes. "Senti necessidade de tentar essa experiência", conta ele, que teve o desejo personificado nas esculturas de grandes felinos, uma de suas grandes paixões. "Eles são belos, sensuais e misteriosos", diz.

Nessa época, Leopoldo, que sempre gostou de arte, teve a oportunidade de conhecer a escultora gaúcha Sônia Ebling. Ficou vivamente atraído pelo trabalho dela. "Entrando em contato com as suas obras, me senti motivado para fazer escultura", conta o artista, que prima pelo bom design, a beleza e a boa forma.

Em 2002, ao ser apresentado para a diretora do Museu Nacional de Belas Artes, por Sônia Ebling, Leopoldo Martins teve seu nome aprovado pela Junta Curadora para expor seus trabalhos na Sala Bernadelli, a principal do Museu. Sua obra encontrou intensa ressonância na exposição intitulada "Os Grandes Felinos". "Foi um sucesso. Por lá passou gente do mundo inteiro.", lembra o artista.